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Morreu nesta última sexta-feira, dia 26, o ator americano Paul Newman, considerado uma das grandes lendas do cinema mundial.
Paul Leonard Newman nasceu em 26 de janeiro de 1925, em Shaker Heights, estado de Ohio. Ficou conhecido pelo seu método de interpretação vindo do famoso Actor’s Studio, de onde saíram outros gigantes do cinema, como James Dean e Robert de Niro. Ele ganhou o Oscar de melhor ator em 1986, quando já era um veterano, no filme “A cor do dinheiro”, de Martin Scorsese. Humilde, ele achou sua atuação em “O cálice sagrado”, de 1954, tão ruim, que comprou um espaço num jornal só para pedir desculpa aos espectadores. Newman era casado com a atriz Joanne Woodward, com quem contracenou e até mesmo dirigiu em alguns filmes. Suas outras paixões eram a velocidade e os seus trabalhos filantrópicos.
A sua morte chocou o não apenas o meio cinematográfico. O presidente francês Nicolas Sarkozy o chamou de “lenda de Hollywood” e até mesmo o Irã, país profundamente anti-ocidental, fez menção em dois jornais pró-reformistas e até mesmo lembrança oficial do governo fundamentalista. Quem melhor falou neste momento foi a grande atriz italiana Sophia Loren: “Um por um todos os grandes estão desaparecedo”.
Eu não conhecia Paul Newman (infelizmente, é lógico). Tenho apenas na lembrança suas brilhantes atuações e cenas inesquecíveis (como aquela em “Rebeldia Indomável”, onde ele engole 50 ovos cozidos), por isso deixo aqui as palavras de quem realmente conhecia bem o ator: as suas filhas, nessa declaração:
Paul Newman interpretou vários papéis inesquecíveis. Mas aqueles que mais o orgulharam nunca foram campeões de bilheteria: marido devotado, pai e avô amoroso, filantropo dedicado.
Nosso pai era um raro símbolo de humildade, o último a reconhecer que o que ele fazia era especial. Intensamente reservado, ele fez diferença na vida de muitas pessoas por meio de sua generosidade.
Até o fim da vida, papai foi incrivelmente grato por sua sorte. Em suas palavras, "era um privilégio estar aqui".
Ele será orgulhosamente lembrado por aqueles cuja vida ele tocou, mas ele nos deixa com uma extraordinária inspiração para prosseguir.
Neste momento difícil, pedimos privacidade para nossa família.
Valeu, Paul Newman.

criado por heitor.1984
08:09:17ANITA PAGE

Morreu neste último sábado, dia 6 de setembro, a atriz americana Anita Page, aos 98 anos, em sua casa em Van Nuy (Los Angeles), enquanto dormia. Pouco conhecida do público brasileiro, ela fez fama e glória no período do Cinema mudo.
Anita nasceu em Flushing (New York) em 4 de agosto de 1910, como Anita Pomares. Iniciou sua carreira em 1925, no filme “A Kiss for Cinderella”, de Herbert Brenon, não-creditada. Atuou ao lado do comediante Buster Keaton. Entre outros trabalhos no cinema estão: “Broadway Melody” (1929), de Harry Beaumont, Oscar de melhor filme, “Our dancing daughters”(1928), também de Beaumont, e “War Nurse” (1930), de Edgae Selwyn. Em 1936, fez “Hitch Hike to Heaven”, de Frank R. Strayer e se despediu para poder cuidar de suas filhas, Linda e Sandra House, de seu 2° casamento com Herschel House (o primeiro foi com Nacio Herb Brown).
Em 1963, ela voltou às telonas com “Saint Milk”, ao lado de Cesar Romero e só voltaria de novo a atuar 33 anos depois, com “Sunset after dark”, de Mark J. Gordon. Ultimamente andou aparecendo em filmes de terror B, como “Witchcraft XI: Sisters in Blood” (2002), de Ron Ford. Seu último filme foi feito em 2008: “Frankenstein Rising”. de Eric Swelstad, atuando ao lado da ex-estrela mirim Margaret O’Brien (de “Ainda seremos felizes”, com Judy Garland).
Na sua fase mais brilhante, chegou a receber 10 mil cartas de fãs, perdendo só para Greta Garbo, entre eles o ditador italiano Benito Mussolini, que enviava cartas pedindo-a em casamento. Anita tem uma estrela na Calçada da Fama em 6104 Hollywood Boulevard.
Fica aqui uma pequena homenagem para essa atriz tão importante na história do cinema.



criado por heitor.1984
11:45:27
UM DOS PRINCIPAIS HERÓIS DA ESCÓCIA
Após o fim da 3°rodada, 3 times lideram o campeonato escocês com 7 pontos: Celtic, Rangers e Kilmarnock. O Celtic impôs a 3° derrota do lanterna Falkirk ao vencer por 3 a 0, com 2 gols do grego Sâmaras. Os Rangers só ficaram no empate em 1 a 1 com o Aberdeen. Já o Kilmarnock venceu o surpreendente Hamilton por 1 a 0, gol do italiano Pascali. Nos outros jogos: Hearts venceu o St.Mirren por 2 a 1; Inverness e Hibernian ficaram no 1 a 1, com destaque para o escocês Colin Nish, do Hibernian, que tornou-se artilheiro do certame com 3 gols; e por fim, outro empate: Motherwell e Dundee United também ficaram no 1 a 1.
RESULTADOS
ABERDEEN 1X1 RANGERS
(Derek Young 45’) (David Weir 24’)
CELTIC 3X0 FALKIRK
(Stephen McManus 32’ Georgios Smaras 44’68’)
INVERNESS 1X1 HIBERNIAN
(Don Cowie 21’) (Colin Nish 46’)
MOTHERWELL 1X1 DUNDEE UNITED
(John Sutton 34’) (Lee Wilkie 40’)
HEARTS 2X1 ST.MIRREN
(Jamie Mole 44’ Michael Stewart 75’-p) (Billy Mehmet 70’)
KILMARNOCK 1XO HAMILTON
(Manuel Pascali 45’)
ESTATÍSTICAS
13 GOLS EM 6 JOGOS= 2,16G/J
MÉDIA DE PÚBLICO: 16731pessoas/jogo
CLASSIFICAÇÃO
1° CELTIC
RANGERS
KILMARNOCK..........................................................................7
4° HAMILTON
HEARTS OF MIDLOTHIAN.....................................................6
6° INVERNESS
HIBERNIAN
ABERDEEN……………………………………………..……4
9° DUNDEE UNITED………………………………….…….2
10°ST.MIRREN
MOTHERWELL………………………………………........….1
12°FALKIRK…………………………………………..........…0
UM LEGÍTIMO ESCOCÊS

SEAN CONNERY
Nesta última segunda-feira, dia 25, Sean Connery, ícone do cinema mundial, completou 78 anos de idade. Ele ficou marcado por ter sido o primeiro James Bond do cinema, em 1962, em “O satânico Dr. No” e ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante, em 1988, por “Os intocáveis”, de Brian de Palma.
Connery aproveitou seu aniversário para lançar sua biografia, “Being a scot” (“Ser escocês”), em colaboração com o cineasta escocês Murray Grigor, no último dia do festival Internacional do Livro de Edimburgo e respondeu perguntas do público. Afirmou que desde que parou de fazer filmes ingressou num ciclo diferente, mas que ainda espera algo novo em sua vida.
Nacionalista escocês ferrenho, Connery prometeu que não voltará a viver em sua terra natal enquanto ela não for independente. Indagado se deveria ser criada uma equipe olímpica escocesa, disse que “a Escócia deve ser independente, sempre”. No seu livro, ele fala de sua infância no bairro industrial pobre de Fountainhead, em Edimburgo, a escola, seu amor por futebol (ele quase virou jogador do Manchester United, mas foi convencido por um amigo de que a carreira artística lhe renderia mais frutos) e seu primeiro emprego, como entregador de leite numa carroça puxada a cavalo (um dos locais onde entregava leite era o colégio particular de elite Fettes College, onde estudou o ex-primeiro ministro britânico Tony Blair).
E aqui fica a minha saudação a esse coração valente da Escócia. Vida longa a Sean Connery. Liberdade eterna para a Escócia.

criado por heitor.1984
11:22:14TANGO, NO ME DEJES NUNCA!

Cheguei em casa por volta do meio-dia e quem encontrei lá? Meu primo argentino Hector Olivera. Ele estava com a sua surrada camisa retro da Argentina de 1986, desgastada pelo tempo e pela falta de títulos. Hector faz o tipo galã latino e catimbeiro. Lá na sua terra natal, ele trabalha como motorista de caminhão, eletricista, cambista de estádio e professor de tango nas horas vagas. De vez em quando, ele passa por aqui para, segundo ele, “degustar unas brasileñas”. Hector estava esfuziante com a vitória da Argentina sobre o Brasil por 3 a 0 e como não tem blog pediu para que eu cedesse algum espaço para espalhar sua felicidade na rede mundial de computadores. Aqui está a sua pequena e honrosa contribuição ( atenção, as opiniões emitidas são de total responsabilidade do portenho):
Olé, Olé, Olê, Olé, Olé, Olé, Olá
Olé, Olé, Olê, Olé, Olé, Olé, Olá
Soy argentino!
Soy argentino!
Argentina! Argentina!Argentina!Argentina!
Brasileño es uma cambada de maricón, borracho e cabrón!
(ele fez uma salada geral)
Bom, a última vez que vi tamanha alegria foi há dois anos, quando um outro primo meu, o francês Hector Olivier, comemorou o gol de Henry sobre o Brasil na Alemanha.
Mais uma vez o Brasil é vítima da maldição olímpica. Ou seria da desorganização e da empáfia olímpicas. Será vergonhoso para o futebol-arte-moleque-irresponsável brasileiro se as meninas levarem o ouro em Pequim. Não por elas, é claro. Mas por eles que tentam, tentam e negam fogo na hora H. Porém, a Argentina pode até ter prestado um serviço à pátria: depois disso deve ter acabado a brincadeira de Dunga treinador.
Meu primo Hector disse que eliminar o Brasil nas Olimpíadas é muito melhor que vencer 2 Copas Américas. Afinal, a Argentina tem 14 delas e o Brasil, 8. Já nas Olimpíadas, os argentinos podem ser bicampeões (e depois de hoje nem precisam) e o Brasil vai continuar buscando o único título que falta na sua galeria. De certa forma, ele tem razão.
Termino meu texto ao som das cornetas e dos panelaços de primo Hector. No futebol olímpico, o Brasil ainda não passou da Idade do Bronze.
A PIADA PRONTA DO DIA
Em 2004, o Brasil não foi à Olímpiada por causa do De Vaca. Em 2008, o Brasil perdeu a Olímpiada por causa do De Burro.

O SOL NASCE PARA TODOS, MAS BRILHA PARA POUCOS
DICA CULTURAL DO DIA
A HISTÓRIA OFICIAL (1985)

E nesse dia de Argentina, a minha dica de filme é uma produção argentina: “A história oficial” (“La historia oficial”, 1985). A história se passa em 1983, quando os hermanos vivem os últimos momentos da sangrenta ditadura militar. Alicia (a excelente Norma Aleandro, melhor atriz em Cannes por este papel) é uma professora que vive confortavelmente com seu marido, Roberto (Hector Alterio, de “A Patagônia rebelde”), e sua filha Gaby (Anália Castro). A filha é adotada, posto que o casal não tinha condições de gerar uma criança, mas ela nunca questionou a origem da criança. Até que ela é confrontada com a realidade através de sua velha amiga Ana (Chunchuna Villafañe), torturada pelo regime, e por seus alunos, que colam imagens de crianças e bebês desaparecidos. A partir daí ela começa a desconfiar da maneira que sua filha foi adotada e inicia uma jornada de dor, revolta e brigas, mas que irá finalmente trazer a verdade. Brilhante e honesto filme de Luís Puenzo, vencedor do Globo de Ouro e do Oscar de melhor filme estrangeiro. Oscar, outro prêmio que a Argentina já tem e o Brasil está longe de conquistar.
Filme: A história oficial
Gênero: Drama/ História
Duração: 112 minutos
Diretor: Luis Puenzo
Roteiro: Luis Puenzo e Ainda Bortnik
Elenco: Norma Aleandro, Hector Alterio, Anália Castro, Chunchuna Villafañe, Hugo Arana, Guillermo Battaglia, Laura Palmucci, Chela Ruiz e outros.

criado por heitor.1984
15:21:36