BLOG FUTEBOLA

ESTE BLOG É SOBRE ESPORTE, PRINCIPALMENTE SOBRE O MAIOR CLUBE DO MUNDO, O SÃO PAULO, E A MAIOR SELEÇÃO DO MUNDO, A ESCÓCIA.

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Terra Blog

Categoria: páginas amareladas

26.08.08

SUSPIRO OLÍMPICO

   Este é meu último texto sobre Olimpíada, já esquentando os tamborins para Londres-2012, onde ganharemos muito mais medalhas de bronze. Mas, enquanto não chega 2012, precisamos escolher um mascote tipicamente inglês. Eis as opções:

   

MARY POPPINS                                        GUARDA BRITÂNICO

   

JAMES BOND                                              TELETUBBIE

 

HOOLIGAN                                                  WINSTON CHURCHILL

 

ALFRED HITCHCOCK                                CHARLES CHAPLIN

ESSE BLOG E O DESEMPENHO OLÍMPICO BRASILEIRO TÊM O PATROCÍNIO DE:

PAPEL HIGIÊNICO
O LIMPA CUS
LIMPANDO A MERDA NOSSA DE CADA DIA

25.08.08

OLIM-PIADAS: BALANÇO FINAL

OURO É OURO. PRATA É PRATA. BRONZE É BRONZE.

OU DA ARTE DE FAZER O ÓBVIO PARECER UMA COISA ESTRANHA

    Acabou a Olimpíada. E o Brasil mostrou mais uma vez sua vocação para duas coisas: a amarelada e o bronze.
    A amarelada tradicional é tão esperada que ficamos tentando adivinhar quem desta vez vai entregar a rapadura ao inimigo na hora H. E teve de todo jeito. A amarelada dos campeões mundiais ou de torneios internacionais como João “Garanhão” Derly, Diego “cai de bunda no chão” Hypólito, Jade “Chorona” Barbosa, Daiane “Pé fora da linha” dos Santos, Thiago “Tartaruga das águas” Pereira e Jadel “Bate palma e salta errado” Gregório. A amarelada de quem menos se esperava: Ricardo e Emanuel no vôlei de praia e até a seleção do Bernardinho. E teve a amarelada futebolística em dobro: a das mulheres, que mostraram mais uma vez que inglês não é a praia delas; e dos homens, que provou, como dizem por aí, que o Dunga não é técnico nem aqui e nem na China.
    Já a gente bronzeada mostrou o seu valor ao levar 8 bronzes. Se juntarmos os ouros e as pratas do Brasil dão 7. E as medalhas de bronze foram comemoradas como se fossem de ouro. Um típico costume de quem se contenta com pouco ou que acha que já fez muito. Os patriotários de plantão dizem que “qualquer medalha que o Brasil ganha é mais valiosa do que a dos outros países, já que não há investimento aqui...” Mas que coisa! Será que os EUA, a China e a Rússia não podem a fazer a coisa certa, ou seja, investir nos seus atletas? Eles têm culpa se o Brasil não valoriza os seus atletas? A medalha tem o mesmo peso para qualquer país independentemente do investimento que é feito. Ouro é ouro, prata é prata e bronze é bronze. Parece uma coisa óbvia, mas muita gente esquece. Enquanto o Brasil comemorar bronze dessa forma, esse país jamais será uma potência olímpica. Ou você acha que o Michael Phelps ficaria feliz se tivesse ganhado 8 bronzes? Acho que não.
    Uma coisa interessante que acontece no Brasil é que as pessoas esperam que um herói irá trazer a medalha. O brasileiro gosta da história de quem vem por baixo e com muita dificuldade consegue aquilo que almeja. Mas até quando as pessoas vão achar que esse é o caminho certo? Até quando elas acham que meia dúzia de abnegados irá fazer o Brasil se tornar vencedor e não um planejamento verdadeiro e duradouro? O Brasil se prende muito à figura do herói e pouco para a do atleta. E esse tipo de pensamento acaba indo parar em outros setores da vida, como a política, onde se acredita que haverá um eleito que trará a esperança e acabar com as mazelas nacionais em 4 anos. Como bem disse Arnaldo Jabor, falta um espírito comunitário.
    Outra coisa que é preciso questionar é a real necessidade de levar tantos atletas. Mandam uma porrada deles, achando-se que todos irão trazer medalhas ou fazer bonito, e no final constata-se a decepção. Foram 277 atletas que trouxeram apenas 15 medalhas. Muitos foram só para dar vexame. Teve até uma judoca que foi chamada na última hora para substituir uma que se machucou, viajou meio-mundo e só disputou uma luta de 3 minutos! É preciso levar gente com real chance de medalha. Delegação com 300, 400 atletas? É um luxo permitido só para quem investe à altura de seus objetivos.
    Por fim, como gosto de citações, termino esse texto com uma frase de Paulo Vanzolini, que resume meu pensamento: “O Brasil antes era um país caipira em nível regional. Agora é um país caipira em nível internacional.

PINCELADAS OLÍMPICAS

   

HOPE SOLO MOSTROU QUE A ESPERANÇA ESTAVA DO LADO DAS YANKEES.

É A ARGENTNA ESTAVA EM DIA DI MARIA NA FINAL OLÍMPICA

Não pude acompanhar a Olimpíada da maneira que eu gostaria por motivos que não vêm ao caso. Mas do que eu pude assistir descolei alguns momentos curiosos que vem a seguir. E se alguém sabe de mais causos olímpicos nas transmissões ou nos eventos, por favor mande para mim:

A FRASE OLÍMPICA
“Maik, você foi o chupeta do jogo.”
Sílvio Luiz se refere a Maik, goleiro da seleção brasileira masculina de handebol, que teve boa atuação na vitória sobre a China por 29 a 22. Será que o Maradona foi o chupeta da copa de 86?

A AUSTRÁLIA É AQUI
Brasil x Austrália, basquete feminino. Faltando 20 segundos para o fim do 1°quarto, a Austrália vence por 24 a 14. As australianas convertem os seus 2 lances livres: 26 a 14. Na saída de bola, o Brasil se atrapalha e Kristi Harrower (a baixinha que melhor arremessa de fora do perímetro) acertou uma cesta de 3 pontos no estouro do cronômetro: 29 a 14. Só que alguém da TV Globo devia estar desatento ou confundiu as australianas, que usavam um uniforme amarelo, com o Brasil e soltou a vinheta de Brasil-sil-sil-sil. Isso com as adversárias dando um show de bola.

HIGIENE E BONS MODOS
Durante a maratona feminina, na altura do km 40, alguém da transmissão se lembrou de limpar a lente da câmera. Só que ainda estavam transmitindo e o mundo pôde ver que os chineses não são tão porcos como se noticiou por aí.

O GOLPE DE NATÁLIA FALAVIGNA
Ernesto Paglia, reporte da TV Globo, para Natália Falavigna, no taekwondo:
- Você não acha que o juiz foi muito injusto? (sobre a semifinal entre Natália e uma norueguesa que terminou empatada na prorrogação. O juiz deu vitória para a norueguesa).
Resposta de Natália:
-Não acho. Eu nunca reclamo de arbitragem. Ela (a norueguesa) atacou mais.

SIGA O MESTRE COM GALVÃO BUENO
Durante a transmissão de um jogo do vôlei feminino do Brasil, a TV Globo manteve uma equipe na casa da família da jogadora Fofão, numa deprimente mistura de evento esportivo e show de entretenimento. Então, Galvão dá o ar de sua graça e pede à família dela:
- Cadê o grito de Brasil?
E a família de Fofão:
- Fofão! Fofão! Fofão!
(Espírito de patriotismo é outra coisa)

O ENCHE-SACO DE GALVÃO BUENO
Torrou a paciência dos telespectadores o narrador Galvão Bueno explicar mais de 500 vezes por transmissão que os chineses gritavam “Brasil, vai prá cima” ou algo genérico.

COM PRESTÍGIO, A HISTÓRIA É OUTRA
Durante a entrega de medalhas no futebol masculino, cada atleta do Brasil recebeu o seu suado e merecido bronze por ordem na fila. Só que o presidente da FIFA, Joseph Blatter, pulou o pouco conhecido Jô para entregar a medalha para Ronaldinho Gaúcho. Isso porque ele não jogou nada.

A INVEJA DA ARGENTINA
Foi vergonhoso o papelão que a Globo se prestou durante a entrega das medalhas no futebol olímpico. Só mostraram o Brasil e ainda cheio de festinha com a vinheta Brasil-sil-sil e medalha aparecendo na festa. Pior foi a reportagem do JN mostrando o Ronaldinho Apagaducho como celebridade. E para fechar com medalha de lata a participação da "seleção" brasileira, o repórter Mauro Naves me saí com essa: " A Argentina levou o ouro, mas o jogador mais paparicado foi brasileiro (o dentuço)". A Argentina está morrendo de inveja. Patético!


KRISTI HARROWER É DO BRASIL-SIL-SIL. OU NÃO

22.08.08

OLÍM-PIADA:ESSAS MULHERES

BRASIL 0 X 1 EUA

    E mais uma vez o Brasil perdeu para os EUA no futebol feminino. É preciso ressaltar o espírito guerreiro e vibrante das jogadoras brasileiras. Elas mostraram mais hombridade com a amarelinha do que certos camaradas que eu vejo na TV. Aprendam alguma coisa com elas, Ronaldinho “Apagaducho”, Diego Marrento, Alexandre Pato, Anderson “Hair Style” e Dunga.
    Porém, perdoem-me os certinhos de plantão, ressalto ainda mais as americanas. Porque bola na trave e bola para fora não são acertos, são erros. Não adianta um time chutar 30 vezes para o gol e não marcar e o adversário na única oportunidade que tem acerta o dele. Você dominou o jogo, mas não ganhou. Incompetência nas finalizações. As americanas não perderam a frieza e nem o rumo mesmo diante de uma pressão terrível do Brasil. E o futebol não é um exercício de justiça. Por isso é tão emocionante. E como diria o nosso querido Dr. Gregory House: “Persistência não significa merecimento”.
    Agora o futebol feminino do Brasil vai se recolher a sua conhecida falta de visibilidade, já que não há interesse de ninguém em seu crescimento. Nem da CBF, nem dos jornalistas (que cobram torneios, mas não cobrem os poucos que têm) e nem dos torcedores ( que dificilmente abririam mão de um jogo do seu time para assistir uma partida de mulheres). A vida, assim como o futebol, ainda não é um exercício de justiça.

FILOSOFIA DO DR. HOUSE

"Persistência não significa merecimento"

O OUTRO PENSAMENTO FILOSÓFICO DO DIA

"É MELHOR SE CALAR E DEIXAR AS PESSOAS PENSAREM QUE VOCÊ É UM IDIOTA DO QUE ABRIR A BOCA E ACABAR COM A DÚVIDA"

Abraham Lincoln (1809-1865)


19.08.08

OILM-PIADAS: TANGO SOLO

TANGO, NO ME DEJES NUNCA!

    Cheguei em casa por volta do meio-dia e quem encontrei lá? Meu primo argentino Hector Olivera. Ele estava com a sua surrada camisa retro da Argentina de 1986, desgastada pelo tempo e pela falta de títulos. Hector faz o tipo galã latino e catimbeiro. Lá na sua terra natal, ele trabalha como motorista de caminhão, eletricista, cambista de estádio e professor de tango nas horas vagas. De vez em quando, ele passa por aqui para, segundo ele, “degustar unas brasileñas”. Hector estava esfuziante com a vitória da Argentina sobre o Brasil por 3 a 0 e como não tem blog pediu para que eu cedesse algum espaço para espalhar sua felicidade na rede mundial de computadores. Aqui está a sua pequena e honrosa contribuição ( atenção, as opiniões emitidas são de total responsabilidade do portenho):


Olé, Olé, Olê, Olé, Olé, Olé, Olá
Olé, Olé, Olê, Olé, Olé, Olé, Olá
Soy argentino!
Soy argentino!
Argentina! Argentina!Argentina!Argentina!

Brasileño es uma cambada de maricón, borracho e cabrón!



(ele fez uma salada geral)

    Bom, a última vez que vi tamanha alegria foi há dois anos, quando um outro primo meu, o francês Hector Olivier, comemorou o gol de Henry sobre o Brasil na Alemanha.
    Mais uma vez o Brasil é vítima da maldição olímpica. Ou seria da desorganização e da empáfia olímpicas. Será vergonhoso para o futebol-arte-moleque-irresponsável brasileiro se as meninas levarem o ouro em Pequim. Não por elas, é claro. Mas por eles que tentam, tentam e negam fogo na hora H. Porém, a Argentina pode até ter prestado um serviço à pátria: depois disso deve ter acabado a brincadeira de Dunga treinador.
    Meu primo Hector disse que eliminar o Brasil nas Olimpíadas é muito melhor que vencer 2 Copas Américas. Afinal, a Argentina tem 14 delas e o Brasil, 8. Já nas Olimpíadas, os argentinos podem ser bicampeões (e depois de hoje nem precisam) e o Brasil vai continuar buscando o único título que falta na sua galeria. De certa forma, ele tem razão.
    Termino meu texto ao som das cornetas e dos panelaços de primo Hector. No futebol olímpico, o Brasil ainda não passou da Idade do Bronze.

A PIADA PRONTA DO DIA

   Em 2004, o Brasil não foi à Olímpiada por causa do De Vaca. Em 2008, o Brasil perdeu a Olímpiada por causa do De Burro.

O SOL NASCE PARA TODOS, MAS BRILHA PARA POUCOS

 

DICA CULTURAL DO DIA

A HISTÓRIA OFICIAL (1985)

    E nesse dia de Argentina, a minha dica de filme é uma produção argentina: “A história oficial” (“La historia oficial”, 1985). A história se passa em 1983, quando os hermanos vivem os últimos momentos da sangrenta ditadura militar. Alicia (a excelente Norma Aleandro, melhor atriz em Cannes por este papel) é uma professora que vive confortavelmente com seu marido, Roberto (Hector Alterio, de “A Patagônia rebelde”), e sua filha Gaby (Anália Castro). A filha é adotada, posto que o casal não tinha condições de gerar uma criança, mas ela nunca questionou a origem da criança. Até que ela é confrontada com a realidade através de sua velha amiga Ana (Chunchuna Villafañe), torturada pelo regime, e por seus alunos, que colam imagens de crianças e bebês desaparecidos. A partir daí ela começa a desconfiar da maneira que sua filha foi adotada e inicia uma jornada de dor, revolta e brigas, mas que irá finalmente trazer a verdade. Brilhante e honesto filme de Luís Puenzo, vencedor do Globo de Ouro e do Oscar de melhor filme estrangeiro. Oscar, outro prêmio que a Argentina já tem e o Brasil está longe de conquistar.

Filme: A história oficial
Gênero: Drama/ História
Duração: 112 minutos
Diretor: Luis Puenzo
Roteiro: Luis Puenzo e Ainda Bortnik
Elenco: Norma Aleandro, Hector Alterio, Anália Castro, Chunchuna Villafañe, Hugo Arana, Guillermo Battaglia, Laura Palmucci, Chela Ruiz e outros.


18.08.08

OLIM-PIADAS: ROSAS E ESPINHOS

ESPINHOS

A turma da ginástica mostra o quanto é despreparada emocionalmente para a verdadeira disputa que é a Olimpíada. Mundial de ginástica é só um pequeno nicho que acompanha. Olimpíada o mundo assiste e a pressão é maior. Jade Barbosa cai com a bunda no chão. Daiane dos Santos pisa fora duas vezes. Diego Hypólito senta na apresentação. Não está na hora de realmente entrar para ganhar e não ser apenas um 10°colocado da vida. E tinha gente dizendo que a ginástica ia dar um caminhão de medalhas.

ROSAS

Pra não dizer que só falei de espinhos:

PARABÉNS CÉSAR CIELO
OURO NOS 50 METROS

VOCÊ REALMENTE MERECE OS APLAUSOS.


P.S.: Eu já ouvi e li umas 500 vezes que “o Cielo é o limite”. Porra, mas que falta de criatividade.